18 de dezembro de 2015

Deserto

Há sempre o desespero pungente
aquele de agarrar a vida com as mãos
livra-nos da sensação de angústia
Da perda e do vazio que o tempo constrói e corroí
livra-nos da sensação do punhado de areia
que escorre entre os dedos.

Poema de Herberto Hélder