16 de outubro de 2016

O sol também se levanta

O gesto polido, elegante, de afável ternura
Jamais fadado a trivialidade
Contempla a embriaguez do mesmo vinho, 
Das mesmas cores
Olhos  melancólicos de tão azuis,
Mirava o céu
Cor de mar, mar que afaga, mar que devora
Mar que repele
O sol também se levanta
Mesmo quando tudo parecer findar
E o amor desmorona na luz do dia
O sol também se levanta
Eis o acalento, o determinante consolo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário