2 de abril de 2016

Seção poética

Agora vamos alcançar tudo
o que não podemos amar na vida
com o estrelar das noites inumeráveis.
Ressuscita-me, ressucita-me ainda que mais não seja 
por que sou poeta e ansiava o futuro.
Ressuscita-me lutando contra as misérias do cotidiano.
Ressuscita-me, por isso ressuscita-me. 
Quero acabar de viver o que me cabe, minha vida, 
para que não mais existam amores servis. 
Ressuscita-me para que ninguém mais tenha
De sacrificar-se por uma casa, um buraco. 
Ressuscita-me para que a partir de hoje, 
a partir de hoje, a família se transforme 
e o pai seja pelo menos o universo
e a mãe seja no mínimo a terra.

Trecho do poema Amor de Vladimir Maiakovski adaptado.
Versão Completa e Poema Recitado 

Seção cinematográfica

















Un Homme Qui Dort, Dir. Bernard Queysanne, 1974
Baseado no livro homônimo de Georges Perec