31 de janeiro de 2017

Crônicas do Mal de Amor - Elena Ferrante (Talvez seja só silêncio)

Um percurso marcado pela contenção: cada palavra, cada frase, é limada de modo a ter o efeito semelhante ao da moinha que corrói, da dor, do lancinante capaz de transformar o mais lúcido em louco. 
(....) O que se segue é uma luta pessoal em que o que é decente ou sórdido, moral ou imoral, lógico ou louco se sucede sem aviso. Alguém tenta encontrar o seu lugar no mundo depois de uma notícia à sobremesa que tem o efeito de uma vertigem. A queda perece inevitável e o percurso é uma espiral — quem a percorre tenta tanto evitar o chão como chegar lá o mais depressa possível. 
E Olga a pensar: “Não passamos de seres ocasionais.” 
(...) É no desequilíbrio que nos revelamos.

Trechos da análise critica e resenha de Crônicas do Mal de Amor de Elena Ferrante.



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